terça-feira, julho 31

Páginas de livraria

Leitora invade livraria bombardeando:
- Tem romances mexicanos?
O livreiro tenta registrar o que seriam os tais livros. Em que seção colocou as obras de autores mexicanos? Pensa logo em Fuentes, descartado de cara pelo jeitão da leitora. E num lampejo, liga romances mexicanos aos novelões importados pela tevê brasileira. Logo aponta para uma bancada com as ofertas daqueles romances vendidos em jornaleiro.
- Seriam aqueles?
Acerta em cheio.

segunda-feira, julho 30

Estamos de volta!


A livraria voltou a produzir o “+ Leitura”. A publicação, microtablóide em A4, reúne notícias selecionadas de novidades e curiosidades sobre livros, leitura, bibliotecas e livrarias. A distribuição agora será feita apenas entre os freqüentadores da livraria, mantendo assim o pólo de resistência cultural que é a Canto do Livro no município.   

sexta-feira, julho 27

Fazendo arte com livro velho


Se os velhos vinis passaram a servir de suporte para arte, e algumas vezes para confecção até de floreiras com arranjos de plástico, volumes antigos não passam incólumes pelo olhar e mãos artísticas. Cada vez mais surgem escultores em livro como o canadense Guy Laramée. Em volumes antigos, Laramée esculpe suas montanhas para “reativar a visão do mundo dos paisagistas  românticos do século XIX”. A atração pelo uso de livros antigos se explica: “Têm mais vida e são mais bonitos do que os novos. Antigamente, se faziam coisa para durar. Hoje fazemos para que morram rápido”.
Veja mais obras  de Laramée aqui

sexta-feira, julho 20

‘Seu livro, obrigado’

As máquinas automáticas, em Pequim, estão fornecendo também livros. Mais de 50 aparelhos na capital chinesa, também denominados de “bibliotecas de auto-serviço”, dispõem cada uma 300 títulos para aluguel. Os locatários, depois de se tornaram sócios em uma biblioteca municipal, precisam apenas apresentar um documento de identidade, escaneado pela máquina, e introduzir 100 yuanes, em torno de R$ 28, que serão devolvidos quando o exemplar retornar a uma máquina ou às bibliotecas. O usuário pode retirar até cinco livros por vez, que devem ser devolvidos em até quatro semanas.
A mídia local assegura que as máquinas de livros já se tornaram populares. A maioria está instalada no bairro de Chaoyang, onde um em cada três volumes emprestados pela biblioteca da região é através das máquinas. Nos próximos meses, devem ser instaladas mais cem aparelhos inclusive nas zonas centrais e turísticas. As máquinas possuem câmeras que registram a tentativa de danos e a redução do acervo para que haja uma renovação na oferta.

A 'Incrível Máquina' para a Bienal

Na Praça da República, em São Paulo, uma colorida “máquina” de livros, acionada por uma alavanca, ejetará obras literárias em troca da doação de outras em perfeito estado de conservação. Durante uma semana, a partir de segunda-feira, entre as 9 e 16 h, estará no local a “Incrível Máquina de Livros”, que faz parte da campanha “Entre no Clima da Bienal”, organizada pela CBL para convidar os paulistanos a visitarem a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.
O primeiro passo é a retirada de uma senha. Ao depositar uma obra, o doador receberá um sinal de reconhecimento. Após essa confirmação, ouvirá um som emitido pelo maquinário, simulando a “fabricação” do novo livro. Basta retirá-lo no local indicado, levar para casa e curtir a leitura. Os participantes do evento terão oportunidade de contar em vídeo as melhores histórias que leram e os livros que marcaram de algum modo suas vidas.
A Praça da República foi escolhida por ter sido palco do primeiro evento literário organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), em 1951, quando se  realizou ali a primeira Feira Popular do Livro, que introduziu no Brasil a tradição europeia das feiras de livros, comuns na França, Alemanha e Itália. Dez anos depois, em 1961, acontecia a 1ª Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas. 

quinta-feira, julho 19

Vazio lembra queima de livros

Em plena Bebelplatz, próximo da avenida Unter den Linden, que leva ao famoso Portão de Brandemburgo, um vidro transparente de cerca de um metro quadrado, no chão, revela no subterrâneo uma biblioteca vazia, prateleiras e mais prateleiras brancas ao redor de uma sala e sem um único livro. Duas placas próximas indicam que no local, em 1933, aconteceu a grande queima de milhares de livros de 5.500 autores promovida pelos nazistas. A fogueira na praça iniciou o processo apontado como “bibliocausto” pela revista Time, que foi repetido em outras cidades alemães.


terça-feira, julho 17

Livro agora é perfume

O mundo eletrônico está ganhando ares de livro. Para dar um charme a mais, quando usarem o iPad ou e-book, os leitores também poderão cheirar a livro novo. Chegou, ao preço em torno de R$ 200, o “Paper Passion”, que vem numa caixa assinada pelo estilista Karl Lagerfeld.
O perfume foi criado em conjunto pelo editor alemão Gerhard Steidl e a perfumista Geza Schoen que usaram apenas cinco ingredientes para fazer a essência com tons de madeira, bem menos do que as até 100 fragrâncias de outros perfumes.  
Não é a primeira vez que cheiro de livro é lançado no mercado para dar um novo ar ao mundo eletrônico. Há três anos, uma empresa americana produziu um aerosol especial para e-book. O “Smell of Books” (“Cheiro de Livros”), com preços variáveis de R$ 10 a R$ 60, era apresentado com cinco aromas. O “Classic Musty” (“Mofado”) “recriando” o cheiro de livrarias antigas, que era apresentado como “ter trabalhos selecionados de Shakespeare numa lata”. O “Eau, You Have Cats” (“Hum, Você Tem Gatos”), indicado para quem gosta de gatos e livros, e o “Scent of Sensibility” (“Aroma de Sensibilidade”) que mistura cheiros de violetas e cavalos “para viver num romance da Jane Austen!”. Há ainda o “New Book Smell” (“Cheiro de Livro Novo”) e o “Crunchy Bacon Scent” (“Aroma de Bacon Crocante”), que deve ser para leitores comilões.

segunda-feira, julho 16

Livraria vende o quê?

As portas são levantadas. Começa o dia na livraria. Momento de rápida arrumação e alguma limpeza do pó. Justamente na hora entra o jovem. Num rápido passar de olhos, é fulminante:
- Vocês vendem livros aqui?
Por entre os dentes, em surdina, como um rosnar, vem a resposta:
- Vendemos.
Algo quase silencioso para não se explodir em revolta ao óbvio, o que contraria o Procon. Ou será que o jovem, em meio a tantas estantes, estava vendo sacolas de alhos e cebolas? Bem possível.
(Caso puxa caso. Livreiro recorda caso parecido em outra loja, há anos. Quando chegava um desavisado com a mesma pergunta, o dono gritava para um funcionário: - Manuel, hoje estamos vendendo o que mesmo?)

sexta-feira, julho 13

A mudança

‘Um livro nunca mais tem o mesmo aspecto depois de lido. Um dos prazeres da leitura é observar a alteração das páginas e o modo como, com a leitura, você se apossa do livro’

Paul Theroux

quinta-feira, julho 12

Atleta é esse!

Livreiro descansa carregando livros e, para manter a forma, se exercita lendo.

quinta-feira, julho 5

Geladeira para livros

Lugar de geladeira nem sempre é na cozinha. Aquelas quebradas, sem motor, enfim, inutilizadas, bem podem servir a causas mais sociais do que apenas gelar a cerveja para o futebol na tevê. Em Araraquara, a turma foi mais inteligente e resolveu aproveitar o aparelho de linha branca, colorizado, para formar uma “Geladeiroteca” na Praça das Bandeiras, na região central da cidade, que já foi local da cracolândia. Muito bem abastecida, segundo a idealizadora do projeto, Fabiana Virgílio, serve agora para alimentar a alma.

quarta-feira, julho 4

'Helena' chegou!

Em tempos de mensagens cruzando as nuvens através de emails, o livreiro agradece a velocidade humana, e suave, de um carteiro.  Com a gentileza impossível dos megas, trouxe na mão a bela “Helena”. Bem protegida, surgiu de dentro de um envelope personalizado com todo o frescor de novidade, pronta para nos dizer muito e durante muito tempo.
“Helena” veio da mesma terra paranaense, que gerou também as extintas e excelentes “Nicolau” e “Joaquim”. Uma tradição daquela gente do Sul de sempre produzir bons veículos para difundir cultura. Agora chega “Helena”, que já foi folheada e um pouco lida desde que bateu na porta com todo o colorido e ainda mais trazendo como destaque Helena Kolody, a fada madrinha dessa nova revista, editada pela Secretaria de Cultura do Paraná.

(Clique e leia)