sexta-feira, agosto 28

'Caim', o novo romance de Saramago

Depois de "O Caderno" e de "Viagem do Elefante", o português José Saramago estará de novo nas livrarias com o romance “Caim” (Editorial Caminho), com lançamento previsto para outubro em Portugal, Espanha e América Latina. O novo livro de Saramago tem como personagens principais Caim, Deus e a Humanidade "nas suas diferentes expressões", segundo a descrição de sua mulher Pilar del Río no blogue do Nobel da Literatura. A nova obra literária "não é um tratado de teologia, nem um ensaio, nem um ajuste de contas: é uma ficção em que Saramago põe à prova a sua capacidade narrativa ao contar, no seu peculiar estilo, uma história de que todos conhecemos a música e alguns fragmentos da letra", descreve Pilar del Río. Assinala ainda que em "Caim", tal como nos anteriores livros - e dá o exemplo de "O Evangelho segundo Jesus Cristo" - "o autor não recua diante de nada nem procura subterfúgios no momento de abordar o que, durante milénios, em todas as culturas e civilizações foi considerado intocável e não nomeável".
O jornal El Mundo publica entrevista com Saramago sobre o novo livro que vale a pena conferir aqui

quinta-feira, agosto 27

Criança na livraria

1 - Menino se encanta ao esbarrar com uma livraria. “Mãe, uma biblioteca!” Ao saber que se trata de uma livraria, responde com a mesma rapidez. “É, biblioteca é maior!”

2 - Criança sai correndo da livraria com o troco do livro que comprou. “Mãe, a “tia” é muito boazinha, me deu até R$ 2 pra você comprar outro livro pra mim”.

quarta-feira, agosto 26

Amor exagerado estraga os livros

Há quem ame tão extremamente os livros que não poupa nenhuma página. Fica em cada uma delas a assinatura do “dono”. O amor possessivo só faz sujar o livro com rabiscos, às vezes, incompreensíveis, marcadamente a caneta. Se apropriam do volume com tal gana que também alguns ainda marcam na folha de rosto: “Este livro pertence a...”Com a mesma posse, outros leitores apenas rabiscam nas páginas suas observações, a lápis. Não querem deixar marcas indeléveis de seu crime. Apenas um detalhe aqui e ali para uma futura consulta, que raramente ocorre. Há uma posse mais singela e elegante. Os proprietários marcam os volumes com ex-libris depois de cuidadosamente encadernados. Querem na biblioteca uma organização, cada volume encadernado na cor do gênero em que se quer enquadrado. Nenhum rabisco nas páginas, no máximo, assinaladas com um marcador.

terça-feira, agosto 25

Livros merecem respeito

"Nem mesmo um livreiro – que, na maior parte das vezes, vê o livro apenas como uma mercadoria – é capaz de deitar livros fora. Ele sabe que a partir do momento em que o lê, o livro deixa de ser só uma mercadoria"
Jaime Bulhosa, no post "Os livros são objetos venerados" aqui

segunda-feira, agosto 24

110 anos de Borges, o leitor eterno

“Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria”. O autor da frase, como muitos outros leitores que ainda torcem para que assim seja, embora não acreditem que o paraíso seja para eles, foi um dos maiores amantes que já existiram. Amou imensamente os livros até mesmo quando não podia sequer lê-los devido à cegueira. Ele nasceu há exatos 110 anos “en el corazón de la ciudad (Buenos Aires) , en la calle Tucumán, entre las calles Suipacha y Esmeralda, en una casa —como todas las de ese tiempo— pequeña y sin pretensiones": Jorge Luis Borges.
Os argentinos comemoram na data o Dia do Leitor em uma sugestiva homenagem a Borges. Durante o dia atores e outros artistas leram nos bares da capital portenha e nas bibliotecas textos do escritor, que terá toda uma semana de celebrações.


domingo, agosto 23

Um iglu para enfrentar o inverno

Neste inverno, nada como um espaço como este "iglu" para abrigar a paixão dos leitores

sexta-feira, agosto 21

Mais um espaço para dividir leituras

O projeto “Enjoy My Books” pretende criar uma rede social na internet de apreciadores de livros, poesias e músicas. O site www.enjoymybooks.com, ainda em versão beta, permite que os internautas coloquem os seus trechos prediletos de textos literários e de canções, além de participar de diferentes grupos de interesse. O idioma oficial do site é o inglês, uma vez que a proposta é compartilhar os diferentes interesses literários e musicais de diferentes povos.
Os participantes poderão colocar trechos em qualquer idioma e devem classificá-los de maneira que outros usuários possam selecionar os textos por temas de interesse. Será possível associar imagens a essas frases e enviar para internautas por meio do e-mail. “Esperamos que essa iniciativa se transforme também em outra ferramenta de incentivo à leitura e à divulgação de bons livros”, conclui Luiz Chinan, diretor do projeto Enjoy My Books.

quinta-feira, agosto 20

Cada um na sua

Um canto de sonhos de muito velho leitor

Quando se começava a amar os livros...

“Vinham os novos livros escolares. A livraria não os tinha todos de uma vez. Primeiro, as Ciências, curiosas de raízes, crustáceos e rochas. Depois, a Álgebra, enfa­donha de sinais e cálculos. A História Universal: o gordo e vil Henrique VIII, a austera Isabel a Católica, o quixotesco D. Sebastião o Desejado, verdade e lenda. 'Por fim, a selecta: Soares de Passos, António Nobre, «o Bispo Negro», «A Taça do Rei de Tule». Certos trechos ajustavam-se mesmo àquele tempo: «Chuva da Tarde», «O Menino de Sua Mãe»... «A Taça do Rei de Tule» com seus «baques de coração espezinhado» andava comigo nessa agonia do princípio das aulas, na angústia das folhas mortas pelas alamedas. Andava comigo. Levava-me ao liceu. Dormia na minha cama.
Os livros traziam as páginas húmidas e o cheiro da tinta fresca; as capas rangiam ao abrir; dava gosto acomodá-los na pasta ao lado dos cadernos também novos, inexplorados, protegidos de papel-ferro.
Ruas fora, alongava-se, deturpado, o pregão das cas­tanhas a vapor. (...)”
Texto da portuguesa Maria Ondina Braga (1932-2003), em “Estátua de Sal”

quarta-feira, agosto 19

Finlândia salda dívida com Hamsun

Na semana passada, os noruegueses lembraram o 150º aniversário de nascimento de um dos seus mais importantes nomes na literatura: Knut Hamsun (1859-1952), Prêmio Nobel de 1920 e considerado por muitos o pai da novela moderna com o lançamento de “Fome” em 1890. Depois do teatrólogo Henrik Ibsen, o escritor é o mais conhecido nome norueguês. Para muitos, como Thomas Mann, Camilo José Cela, Paul Auster, Franz Kafka, Thomas Mann, Henry Miller e Charles Bukowski. O norueguês marcou a literatura com uma obra que é um monólogo de um homem que sobrevive nas ruas de uma cidade, que não tem misericórdia com ninguém, como acontece em “Fome”.
Entre uma extensa obra de 39 títulos, Hamsun deixou livros como “Pã” (1894), “Um vagabundo toca em surdina” (1909), “Os Frutos da Terra” (1917), e “Vagabundos” (1927).
No entanto, a Noruega só agora está saldando sua dívida com o escritor diante de sobreviventes da Segunda Guerra e associações judaicas contrários às celebrações de aniversário devido à postura do escritor em relação ao nazismo. Hamsun celebrou a Alemanha nazista, que ocupou por cinco anos o seu país, com gestos como a oferta do seu Nobel a Joseph Goebbels e um elogio fúnebre para Adolf Hitler, como “Guerreiro da humanidade”.
O governo norueguês desde o início do ano, em comunicado, saiu em defesa das vitórias literárias de Hamsun e inclusive inaugurou o Centro Hamsun( foto) num prédio em Prestid, a 1.500 km ao norte de Oslo, já no Círculo Polar Ártico. A obra é de Steven Holl, arquiteto norte-americano, criador também do Museu Quiasma de Helsinki.

terça-feira, agosto 18

Modos de leitura

"Meu apartamento é cheio de livros que me permitem viver entre eles. (...) Vivo numa velha poltrona chesterfield coberta por um tapete oriental gasto, para esconder o estofo arrebentado, e leio sob um abajur comum perto da janela. Leio o tempo todo"
(Cees Nooteboom , em "A seguinte história")

sábado, agosto 15

Sessão de autógrafos ecológicos


Encontrado no livro "Ninguém é de ferro" (L&PM) , do caricaturista Santiago, para um riso de descanso.

quinta-feira, agosto 13

Vai um drinque?

O porta-copos em madeira, couro e papel, é da Era Vitoriana. Produzido em 1870 para os amantes da leitura, que adoravam saborar um xerez ou um vinho do Porto, enquanto fumavam Havanas e conversavam sobre as novidades literárias.

quarta-feira, agosto 12

Fome de asno

Há muita gente que também cai de quatro diante de um livro para melhor saboreá-lo

terça-feira, agosto 11

Chove livro na Periferia

A Cooperifa, criada em 2000 pelo poeta Sérgio Vaz, promove nesta quarta-feira a "Chuva de livros", projeto de incentivo à leitura na periferia de São Paulo. É o segundo ano consecutivo em que qualquer pessoa que comparecer ao sarau da Cooperativa da Periferia no Bar do Zé Batidão, em Chácara Santana, vai ganhar um livro novo. Serão 500 livros, entre romance, conto, poesia, prosa, e vai de Drummond a Jorge Amado, clássicos, infantis, etc. além de escritores e poetas da periferia. Os organizadores do evento garantem que não se trata de um evento cultural, e sim, de saúde pública: "Quem lê enxerga melhor."

segunda-feira, agosto 10

Nosso melhor gesto

'O gesto do homem de nosso tempo é o do homem com um livro na mão'
Hugo von Hofmannsthal (1874 / 1929)

quinta-feira, agosto 6

Saiu o '+ Leitura' de agosto

A edição de agosto de + Leitura, produzido para a livraria Canto do Livro, já é distribuída na loja e em muitos locais do Centro. O + Leitura, desta vez, traz como destaque reportagem sobre a “Floresta de Livros”, instalação inédita, que o Instituto Pró-Livro vai montar em seu estande durante a XIV Bienal do Livro, em setembro, no Rio. Outra importante manchete trata do
pequeno número de leitores brasileiros na Terceira Idade.
A publicação ainda apresenta uma pequena reportagem sobre o trabalho do escritor Ray Bradbury para salvar bibliotecas nos Estados Unidos. Também nesta
edição são apresentadas as seguintes reportagens: Garotada está lendo mais; A mais velha Bíblia na internet; Verão, na Europa, é tempo de leitura na praia; Lendo pra cachorro; Curitiba testa papel ecológico; Encadernação: arte para mostrar; Diretora queima livros.

segunda-feira, agosto 3

Idéia excelente para leitor acamado

Uma boa sugestão para quem não tem muito espaço para uma mesinha de cabeceira e não admite mudar o hábito de ler na cama, principalmente. A idéia permite ainda que o “telhadinho” do porta-livros, preso à parede, sirva ainda de marcador de páginas.